O Poeta Preciso
Um livro virtual de poemas.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Dos rios.
Meus sonhos eram gigantes
e só meus.
Numa estrada infinita
encontrei outros sonhos
de diversas nascentes.
Meus sonhos mudaram seus cursos,
mas ainda são meus,
dos outros rios
eu nada sei mais.
fumaça.
Acendo um cigarro
sua fumaça me consome
o cinza que aflui por meu corpo
se torna minha contraparte
quando a liberto de meus pulmões
ela invade o mundo em palavras inaudíveis
e incovenientes.
Para Nunca Cinderela.
Numa época longinqüa
conheci uma princesa rebelde
que não queria se casar,
governar ou cozinhar.
Ela salvou seu príncipe de si mesmo
e o abandonou logo depois.
Seu sono nunca fora eterno,
mas em seus momentos distintos
eram belos.
Auto-retrato.
Em uma terra estrangeira
escrevo um auto-retrato
por saudade de mim mesmo.
Da mulher que amo, levo
o sorriso
Porque desejo tanto o corpo
do pecado ao lado.
Tango dançado numa estrada
encruzilhada.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Gênese
Meu herói de papel
saiu da tela do mundo
lutando com um arpéu
contra um vilão vagabundo
De sobretudo pastel
o vilão tem estilo noir
meu herói faber castel
reclama da história inda crua.
Do Vago específico.
I
Vazio ao longe o lastro
No silêncio vago
é vaga onde divago
minha missa de emplastro
II
Sem reza, cruz ou pressa
essa religião aprofética
é a carne não protéica
da minha prece não expressa.
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