O Poeta Preciso
Um livro virtual de poemas.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Poesia encaminhada
I
Uma mão caminha
e crê
um próprio caminho
no caminhar
que se recria.
II
Na estrada branca
se encontram
Todos os versos
imcompletos
em completa exatidão.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Da Inominada
Hoje vivo
Numa estrada incompleta
caminho perdido
choro de esteta
Amanhã morto
Numa suja encruzilhada
estranho sofrêgo
gozo de fachada
sábado, 4 de julho de 2009
Confissões
Há tempos eu sabia contar
palavras, amores, vida
Contava as peças de montar
que faltam a um suicida.
Há tempos eu sabia viver
O relógio não me prendia
Hoje já nem posso ver
A corda que antes estendia.
No teu sorriso repousa a fina corda que suspende a minha inércia.
Num instante se cria a vida
Um beijo perfeito no centro
da inefável alegria desmedida
em apertados braços dentro.
Mesmo com todo o medo do mundo,
calados os calafrios cicatrizes
Pelo mútuo olhar do profundo
nós andamos e amamos felizes.
Dedicado à minha pequena.
(Ana Carolina)
Genesis
No princípio do princípio
Era o tédio.
Milênios transcorreram
Na imutabilidade do nada
E do nada, flatulências
cósmicas explodiram.
Dos seus dejetos imensos
vida, staphylococcus.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
NENA
Pequena és, noite ou dia,
Minha flor em meio às cinzas
Da desenfreada avenida
que navegamos milhas.
Teu sorriso, um guia
Nesta estrada infinda
De nenúfares em esquinas
do corpo que chamamos vida.
Dedicado à Ana Carolina Negrão Berlini Andrade
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