O Poeta Preciso
Um livro virtual de poemas.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Um corpo só corpo
Hoje vi um corpo na rua
Um corpo só
Cercado de vozes opacas
Um corpo aberto
Sem as luzes de olhares
Um corpo só corpo
Abraçado pelo mundo cinza
Enegrecido pelo humor carmim.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Dos limões e das pedras de açúcar
Como a vida me dera limões
Durante a minha estada
Juntei álcool da minha balada
Como junto ar dos pulmões
E fiz uma doce caipirinha
com o açucar da vizinha.
sábado, 10 de maio de 2008
Para os poetas de escritório.
I
Quando uma pessoa fala
uma língua ininteligível
Espero que em sua sala
Não sinta-se inatingível
II
Quando uma pessoa cala
Em um longo dirigível
Outra palavra não estala
Sua solidão incrível.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Das fibrosas fabricações.
I
Há uma fabricação de fibras
Fibrosas, faceiras teias
Fabricadas pesadas libras
Formosas e também feias.
II
Fibrosamente presas
De Fábrica faccionada
Fibrelásticas represas
Do amor e do nada.
Do líqüido.
O sabor sedutor seduz
A boca boba a beber
sedenta sacia ao descer
Da boa bebida e deduz:
Líqüido santo é a cerveja!
sábado, 12 de abril de 2008
Do Término.
Sou Atlas sem seu fardo
Livre, vago pelo mundo
Vazio é meu peito inchado.
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