Sou Atlas sem seu fardo
Livre, vago pelo mundo
Vazio é meu peito inchado.
sábado, 12 de abril de 2008
Do Amor Dialético.
I
Você se cria líqüida
Pura ao me ver muda
Eu ao te ver movida
Em mim o nós aluda.
I
Eu em você sou vida
Em mim você é muda
Somos nós raiz florida
Síntese primavera aguda
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Do amor dialógico.
I
Você emparedada em você
Fala comigo, de perto me vê.
Discutimos, eu emparedado
em mim mesmo sou dado.
II
Eu, em mim, vejo você,
mas não nos vemos nós
Em você, você me vê
E juntos não temos nós.
Você emparedada em você
Fala comigo, de perto me vê.
Discutimos, eu emparedado
em mim mesmo sou dado.
II
Eu, em mim, vejo você,
mas não nos vemos nós
Em você, você me vê
E juntos não temos nós.
sábado, 29 de março de 2008
Da politicagem
I
Estupidez conjurada
Outorgada a tudo.
Vivacidade enamorada
De seu próprio mundo.
II
Parvonice animada
De farto estudo.
É em si alienada
Corroendo a fundo.
Estupidez conjurada
Outorgada a tudo.
Vivacidade enamorada
De seu próprio mundo.
II
Parvonice animada
De farto estudo.
É em si alienada
Corroendo a fundo.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Do amor obscuro
I
Ao acordar no cinza dia,
Opaca verdade do Ego.
Açoite afunda no pelego
O erro de Eros se irradia.
II
Deuses e Doidos no prego,
Presos Ego e Eros na latrina
Pego infinito d'alma dum grego.
Lascívia lúgubre, finda a trina.
Ao acordar no cinza dia,
Opaca verdade do Ego.
Açoite afunda no pelego
O erro de Eros se irradia.
II
Deuses e Doidos no prego,
Presos Ego e Eros na latrina
Pego infinito d'alma dum grego.
Lascívia lúgubre, finda a trina.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Catarse.
O meu amor é uma chamada não atendida,
É um telefone que não toca,
Uma ligação não feita,
Uma espera perdida
Que se estreita
Oca.
É um telefone que não toca,
Uma ligação não feita,
Uma espera perdida
Que se estreita
Oca.
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