quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Estranhamento interno

I

Ando meio desligado
esquecendo as chaves
palavras e dicionários
cabeçadas em traves

II

Minha vida efêmera
parece uma montanha
onde cada flor inteira
difere da entranha.

For all


 

Naquela noite calorosa

A zabumba guiava a cardiopatia

Como o rodar da saia rosa

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sonho vívido.

Tenho sonhos demasiados
quiméricos, de fadas
que cintilam em meu céu.

Tenho guardado os dados
rubro tecido das estrelas
Em noites feitas de fel.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Um corpo só corpo

Hoje vi um corpo na rua
Um corpo só
Cercado de vozes opacas
Um corpo aberto
Sem as luzes de olhares
Um corpo só corpo
Abraçado pelo mundo cinza
Enegrecido pelo humor carmim.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Dos limões e das pedras de açúcar

Como a vida me dera limões
Durante a minha estada
Juntei álcool da minha balada
Como junto ar dos pulmões

E fiz uma doce caipirinha
com o açucar da vizinha.

sábado, 10 de maio de 2008

Para os poetas de escritório.

I
Quando uma pessoa fala
uma língua ininteligível
Espero que em sua sala
Não sinta-se inatingível
II
Quando uma pessoa cala
Em um longo dirigível
Outra palavra não estala
Sua solidão incrível.