É meio dia e o sol nos levanta
irradia sua luz pela praça
as flores se mostram em vida
sorrisos de pura alegria
e no entanto, no centro uma árvore
estende suas sombras em ramos.
Sorrisos assombram-se em espanto!
Luz da memória do que somos.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
O horizonte se abre em negrito
As falas consomem a noite,
numa sentença se forma o destino:
augúrios colorindo a aurora nova.
E o oeste ainda azul.
Somem as letras brancas
que reluziam na lauda escura.
O enredo de nossas vidas
são palavras em um novo céu.
numa sentença se forma o destino:
augúrios colorindo a aurora nova.
E o oeste ainda azul.
Somem as letras brancas
que reluziam na lauda escura.
O enredo de nossas vidas
são palavras em um novo céu.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Desértico
Nas areias do tempo andei
E esqueci-me dentro de um vaso
Nele nasceu um cacto
Sem flores e mirrado
Perfaço o esquadro de meu sol
Sobre a relva orvalhada da manhã
E busco um raio que aqueça
A minha vontade anciã
Os meus desejos vermelhos
e a turquesa pedra de meu sonho
Na noite escura acalanto
os ecos brancos do futuro
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Tolices Melódicas em Fá sustenido.
Eu adoraria cantar
tua beleza e meu amor
Mas como posso plantar
Aqui tão grande clamor?
Poderia um poeta
sem ouro e nobreza
louvar a deusa de Creta
Essa imensa realeza?
Ó como somos pobres tolos!
Vagando em desconsolos
buscamos uma paixão
Nosso traço neste chão
Para compor uma só
uma só nova cantiga
que seja heptassílaba
tua beleza e meu amor
Mas como posso plantar
Aqui tão grande clamor?
Poderia um poeta
sem ouro e nobreza
louvar a deusa de Creta
Essa imensa realeza?
Ó como somos pobres tolos!
Vagando em desconsolos
buscamos uma paixão
Nosso traço neste chão
Para compor uma só
uma só nova cantiga
que seja heptassílaba
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Febre
Anseio por acender um cigarro
Mesmo que eu não vá gostar
Mesmo sentindo na garganta
Uma precognição do pigarro
É que por diversas vezes
Na calada da noite me assombram
As lembranças de quem fui e serei
E a visita me provoca instâncias loucas
Como noite de Folia de Reis
Eu sento na beirada da cama
e busco uma fonte de calor
Uma fonte de fumaça e amor
Pois mesmo não gostando
E mesmo com este vermelho sangue
De noite, sempre me vem
essa vontade louca de me matar
Mesmo que eu não vá gostar
Mesmo sentindo na garganta
Uma precognição do pigarro
É que por diversas vezes
Na calada da noite me assombram
As lembranças de quem fui e serei
E a visita me provoca instâncias loucas
Como noite de Folia de Reis
Eu sento na beirada da cama
e busco uma fonte de calor
Uma fonte de fumaça e amor
Pois mesmo não gostando
E mesmo com este vermelho sangue
De noite, sempre me vem
essa vontade louca de me matar
Fora da Lei (revisitado)
Queria ser John Wayne, mas bandido.
Fora desta estrela bem pregada
Para desmatar o deserto do Saara
Em plena noite iluminada
Queria eu não ter nascido
em fogo de noite enluarada
cuja flama da cor de Carrara
é frieza em véu de noiva atada.
Fora desta estrela bem pregada
Para desmatar o deserto do Saara
Em plena noite iluminada
Queria eu não ter nascido
em fogo de noite enluarada
cuja flama da cor de Carrara
é frieza em véu de noiva atada.
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